Coronavírus põe em risco fabricação de máquinas agrícolas no Brasil a partir de abril

abr - 01
2020
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Coronavírus põe em risco fabricação de máquinas agrícolas no Brasil a partir de abril

Segundo 4Machines, de 15% a 20% das máquinas fabricadas no Brasil têm componentes importados

A paralisação das fábricas chinesas de placas e componentes, causada pelo avanço do coronavírus no país, pode impactar a produção de máquinas agrícolas no Brasil.

A avaliação é do CEO da 4Machines, Paulo Tagliaferri.

“A falta de componentes pode ser um problema, sim. As máquinas agrícolas atuais possuem muitos componentes chineses e, se os portos não abrirem, vai faltar peças para os equipamentos”, observa Tagliaferri. De acordo com ele, “a chance de faltar chapas, componentes eletrônicos e pneus lá para os próximos meses é muito grande”.

Segundo o Ceo Paulo Tagliaferri da 4Machines, cerca de 15% a 20% das máquinas agrícolas fabricadas no Brasil têm componentes importados, chegando a 25% em alguns casos. Com isso, o setor espera que a epidemia seja controlada na China para regularizar as linhas nacionais de produção.

“O que se sabe é que alguns componentes estão faltando, mas que, se a China voltar rapidamente a exportar, será possível retomar a produção rapidamente também. Caso o contrário, se faltar componentes de vez, vai desandar”, afirma Tagliaferri, ao lembrar que mesmo entre os fornecedores não chineses há dependência de tecnologias fabricadas no país asiático.

“Realmente, nessa parte de eletrônica, a China é o maior fornecedor do mundo e, com certeza, algum problema vai dar se as coisas continuarem assim – como já está dando”, avalia Tagliaferri, destacando que, entre fabricantes de máquinas não-agrícolas, a falta de peças tem levado ao fechamento de unidades